Um ano. 12 meses. 365 dias. 8760 horas. 525 600 segundos. É esta a medida de tempo que ilustra a falta que eu sinto do meu pai.
Faz hoje exactamente um ano que ele morreu. Foi num dia de tempestade. Feio. Triste. Violento. Como qualquer tempestade. Hoje não há tempestade que se veja no horizonte, mas, coincidência ou não, a manhã acordou chuvosa, cinzenta, carregada. Só faltaram os trovões. Só faltou o meu pai dar sinal de vida...
Por muito estranho que possa parecer, tenho a ideia de que já passou muito tempo, talvez porque foi, no meu espírito, uma longa temporada, difícil de ultrapassar. Ainda está a ser...
Sinto a falta dele, do meu pai, agora uma palavra estranha que me parece tão distante, tão dolorosa, que me causa inveja no momento em que ouço os meus amigos falarem dos respectivos pais. Deixei de ter pai, perdi o meu melhor amiguinho, com quem trocava anedotas, histórias de gajas e mais um chorrilho de barbaridades próprias de duas crianças que nunca cresceram. Ele completaria 57 anos daqui a quatro dias. Eu tenho 32 e vou passar o meu segundo aniversário sem ele. Sem o meu pai.
Sinto a tua falta, pai.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
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1 comentário:
Oi, tudo bem? Li o teu blogger, gostei muito. Fiquei emocionada com o texto sobre teu pai. Entendo a tua dor, apesar de nunca ter passado por isso. Não deve ser nada fácil. E que tal o emprego, conseguiste? Pareces muito competente, escreves muito bem, com um estilo próprio e diferente. Não desanima não, viu? É assim mesmo, um dia após o outro, e depois da tempestade que lembra o teu pai, quem sabe ele não mandará o sol para iluminar teu dia?
Um abraço
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