segunda-feira, 18 de junho de 2007

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Faz hoje um ano

Um ano. 12 meses. 365 dias. 8760 horas. 525 600 segundos. É esta a medida de tempo que ilustra a falta que eu sinto do meu pai.
Faz hoje exactamente um ano que ele morreu. Foi num dia de tempestade. Feio. Triste. Violento. Como qualquer tempestade. Hoje não há tempestade que se veja no horizonte, mas, coincidência ou não, a manhã acordou chuvosa, cinzenta, carregada. Só faltaram os trovões. Só faltou o meu pai dar sinal de vida...
Por muito estranho que possa parecer, tenho a ideia de que já passou muito tempo, talvez porque foi, no meu espírito, uma longa temporada, difícil de ultrapassar. Ainda está a ser...
Sinto a falta dele, do meu pai, agora uma palavra estranha que me parece tão distante, tão dolorosa, que me causa inveja no momento em que ouço os meus amigos falarem dos respectivos pais. Deixei de ter pai, perdi o meu melhor amiguinho, com quem trocava anedotas, histórias de gajas e mais um chorrilho de barbaridades próprias de duas crianças que nunca cresceram. Ele completaria 57 anos daqui a quatro dias. Eu tenho 32 e vou passar o meu segundo aniversário sem ele. Sem o meu pai.
Sinto a tua falta, pai.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Acabou-se a brincadeira...

Cheguei a uma conclusão... não respondo a mais anúncios. Ou pelo menos com a frequência psicótica com que me empenhei nos últimos tempos. É verdade. Já chega. Faz mal ao ego. Não há quem responda e, por isso, bardamerda. Não brinco mais... Venham as cunhas, os conhecimentos, as relações de interesse e o que mais houver.
Na semana que passou não enviei um que CV que fosse, e andei muito mais descontraído. Vou manter a estratégia. Pode ser que dê frutos...

terça-feira, 5 de junho de 2007

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Broches de peito

Diz-se por aí que a politicagem pressiona a comunicação social. Diz-se também por aí que os amigos, companheiros, camaradas e colegas jornalistas estão profundamente ofendidos com tamanhas intromissões censórias por parte do poder reinante.
Pura demagogia, conversa para encher o olho ao leitor das "gordas." Porque se não querem pressões, então deixem de fazer trabalhos de boca uns aos outros quando interessa a ambas as partes uma boa manchete. Nessa altura, quando a promoção fala mais forte e as vendas em banca pedem desesperadamente por alimento, já somos todos amigos, afinal antigos compadres de profissão, agora numa relação de escriba vs assessor de imprensa.
Pela boca morre o peixe, meus caros... mas continuem, com jeitinho até pode ser que na próxima remodelação vos calhe uma avença de faz-tudo-até-pressionar-os-ex-colegas.

sábado, 2 de junho de 2007

Alimentem os canhões

Carne fresca. Ou para canhão. Também conhecidos como estagiários ou recém-licenciados. Folhear um qualquer caderno consagrado ao emprego numa qualquer publicação ou site é como passear os olhos pela brochura do Continente, precisamente quando chegamos à parte do talho. "Procura-se: jovem jornalista, recém-licenciado, até aos 25 anos, com viatura própria e disponibilidade imediata." Não era mais fácil pedir logo a posta que se quer? Do género: "se faz favor, queria meio quilo de lombo, esse mesmo, o que tem a plaquinha que diz carne fresca..." Ou então, uma coisa mais realista: "Procura-se: puto com borbulhas acabadas de espremer, cabelo desalinhado, calças pelos joelhos, que não se importe de ganhar 500 brasas, tire cafés ao chefe de redacção, leve com as conferências de imprensa da Clearasil e que depois bata com jeitinho os press releases."
Depois é a merda que se vê, com os coleguinhas da comunicação social e outros a nem sequer saberem estabelecer as concordâncias entre o sujeito e o verbo. Mas aí, diga-se em abono da verdade, tanto falham os mais novos, como os supostos donos da sabedoria, entre jornalistas encartados e bem pagos, políticos de barriga cheia, tradutores da treta e cromos afins.
Fora estas considerações, ele há números que têm o seu peso. 25 anos. 25 ANOS. Porra, tenho 32 e já sou velho para correr atrás de notícias???? Haja fôlego!!!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Amei

Há coisas que não fogem da memória, que o tempo não apaga. Esta é uma das recordações para a posteridade, que remonta à altura em que saí da empresa onde trabalhava. Fui exonerado. Freelance exonerado desempregado, vulgo jornalista. Dizia eu que a dita relembradura persistia no pensamento, principalmente quando ouvia a governação dizer que, agora, é tudo mais simples, Simplex. Ora bem, já lá vão quatro anos, é certo, e muita coisa terá entretanto mudado, mas é surreal o facto de eu, como cidadão contribuinte, para não perder o direito a apoios, ter de conjugar calendários entre processos a correr em repartições e serviços. A explicação é simples (ou simplex); é que caso a escritura pública da sociedade unipessoal que eu estava a criar fosse anterior à aprovação da atribuição da totalidade do subsídio de desemprego, perderia automaticamente o direito a essa regalia. Porquê? PORQUE JÁ TINHA CRIADO UM POSTO DE TRABALHO E, LOGO, ESTAVA EMPREGADO E SEM NECESSIDADE DE RECORRER AO RAIO DO SUBSÍDIO...
Amei.