Fica bem a um jornalista dizer-se isento, imune a pressões, plural e cheio de tiques de ética deslambida (ou lambona...). Nada mais do que banalidades, títulos emprestados para dar alguma nobreza à profissão. Tudo tretas. Afinal, há que "encher chouriço" (hoje em dia tudo é notícia) e obedecer aos desmandos do patrão, sempre ávido em ter notícias dos seus interesses económicos. Digam-me vocês se conseguem ler um jornal, uma revista ou assistir a um serviço noticioso de um qualquer canal de televisão ou de rádio e não identificar os verdadeiros "fellatios" que por ali se fazem a troco de um ordenado calado ao fim do mês!!!! A lógica é só uma; publicidade, promoção, propaganda encapotada, um all in one ao alcance do mais fiel anunciante.
Quem quer adere (já perdi os romantismos há muito...), quem não quer finge que não quer.
Afinal, é tudo uma questão de estética...
quarta-feira, 30 de maio de 2007
terça-feira, 29 de maio de 2007
No comments...
Acabei de vir de um recanto de que gosto muito, tenho-lhe um carinho especial, é o meu bichinho de estimação, que vou engordando a ver se dá em alguma coisa que se veja. Falo da pasta que baptizei como "Emprego"... é ali que condenso a prova de que sou o campeão dos currículos e das cartas de apresentação, umas em jeito de "chapa quatro" e outras mais espirituosas.
Devo dizer quer estou lançado na coisa. Caminho a passos largos para o 100º CV enviado. Mas acontece que quanto a respostas o saldo negativo é brutal . Não há quem responda. Sim, sim, já sabemos as desculpas; que recebem mlhares, que não há tempo, que a tia teve um enfarte, que o cão largou-se no arraiolos da prima. Pergunto eu: será que custava muito às cabecinhas graciosas adoptarem a tão banal resposta automática por e-mail (admitamos que 90% dos anúncios actualmente são com resposta via endereço electrónico), nem que fosse apenas para agradecer a resposta ao anúncio ou a candidatura espontânea? É básico, meus senhores. Até por uma questão de educação.
Há dias em que penso que o meu CV é uma merda, outros em que desconfio que o mail não chegou ao destinatário, depois imagino que o anúncio é manobra do Governo que tenta assim ludibriar-nos de que o mercado de trabalho está cheio de dinâmica... mas a maior parte das vezes apenas acho que eles não sabem o que perdem. Bastava-me um bom ordenado, cartão da empresa, carro e garagem, telemóvel e férias com a secretária de dois em dois meses.
Vá.
Devo dizer quer estou lançado na coisa. Caminho a passos largos para o 100º CV enviado. Mas acontece que quanto a respostas o saldo negativo é brutal . Não há quem responda. Sim, sim, já sabemos as desculpas; que recebem mlhares, que não há tempo, que a tia teve um enfarte, que o cão largou-se no arraiolos da prima. Pergunto eu: será que custava muito às cabecinhas graciosas adoptarem a tão banal resposta automática por e-mail (admitamos que 90% dos anúncios actualmente são com resposta via endereço electrónico), nem que fosse apenas para agradecer a resposta ao anúncio ou a candidatura espontânea? É básico, meus senhores. Até por uma questão de educação.
Há dias em que penso que o meu CV é uma merda, outros em que desconfio que o mail não chegou ao destinatário, depois imagino que o anúncio é manobra do Governo que tenta assim ludibriar-nos de que o mercado de trabalho está cheio de dinâmica... mas a maior parte das vezes apenas acho que eles não sabem o que perdem. Bastava-me um bom ordenado, cartão da empresa, carro e garagem, telemóvel e férias com a secretária de dois em dois meses.
Vá.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
A funcionar
Como eu, os restantes 10% devem assistir aos programas de televisão que passam na hora do expediente, do expediente dos restantes 90%... pois então, numa dessas atarefadas horas (as dos outros) passa (duas vezes por dia, eu sei...) o dito Opinião Pública, ou lá como se chama aquele vox pop da SIC, onde recorre o cidadão comum para ditar os seus queixumes. Professores, doutores e engenheiros (desse e dos outros), canalizadores, jornalistas (dos freelancers e dos outros...) e, como não poderia deixar de ser, o senhor funcionário público. Pergunto eu; mas afinal ninguém trabalha? Está tudo ali, em frente ao plasma comprado a prestações, acomodados no sofá, como que ao meu lado, e à espera que algo aconteça!?1?!? É verdade, há dias assim...
domingo, 27 de maio de 2007
Esconderijos
O que fazes? Sou jornalista freelance... Mil e uma vezes respondo a esta pergunta. E, se formos a ver, até soa bem, dá um estatuto de independência, de que somos donos e senhores do nosso nariz e não há quem nos ponha a mão em cima. Tem estilo, admita-se; "Jornalista freelance." Estou quase orgulhoso de mim próprio. Mas, vai não vai, se calhar o melhor mesmo é passar a sair-me com um "sou desempregado freelance." Porque, afinal, fazemos parte da mesma história, personagens encravados entre o há e o não há nada para o pilantra que se segue.
sábado, 26 de maio de 2007
A minha voz
Começo hoje mas podia ter começado ontem... ou talvez anteontem, se calhar o dia anterior, quem sabe se ainda há mais tempo. Porque a condição de desempregado é mesmo assim, como a Coca Cola pessoana, aquela que "primeiro estranha-se e depois entranha-se." Pega-se à pele e dela não nos conseguimos despir com a mesma facilidade com a vestimos.
Esta coisa de desempregado faz-me lembrar a condição do solteiro entre amigos casados. Elas, as imaculadas esposas dos agora abarrigudados amigos, olham para nós com desconfiança, encaram-nos como uma ameaça à tranquilidade do seu lar encafuado lá para os arrabaldes da capital. Por outro lado, o profundodesempregado é olhado pelos amigos (?) e conhecidos de profissão como mais um que quer roubar uma fatia do bolo, afinal um concorrente, mais um a juntar-se à sopa das estatísticas dos 10%.
Resumindo, vai dar tudo ao mesmo. Porque é connosco, e só connosco, que os respeitosos maridos de passado insuspeitável encarnam os espíritos malévolos de outros tempos. Será sempre na nossa companhia que, acham, os ditos consortes vêem o fundo ao caneco de cerveja derramada aos litros, não será com mais quem quer que seja que os rebarbados encapotados vão aos bares de strip e esfumaçam o tempo perdido nas fraldas e nos arrotos da filharada que entretanto foi reivindicada após ano e meio de casamento. Depois há aqueles que se agarraram de tal forma ao matrimónio com o capital que mais não o querem largar, provavelmente com medo de ascender ao estatudo de profundodesempregado.
Vejamos; é tudo areia do mesmo saco, os profundosdesempregados entre assalariados e os solteiros no meio de profundoscasados. São sempre uma carta a mais no baralho... ou no trabalho!
Esta coisa de desempregado faz-me lembrar a condição do solteiro entre amigos casados. Elas, as imaculadas esposas dos agora abarrigudados amigos, olham para nós com desconfiança, encaram-nos como uma ameaça à tranquilidade do seu lar encafuado lá para os arrabaldes da capital. Por outro lado, o profundodesempregado é olhado pelos amigos (?) e conhecidos de profissão como mais um que quer roubar uma fatia do bolo, afinal um concorrente, mais um a juntar-se à sopa das estatísticas dos 10%.
Resumindo, vai dar tudo ao mesmo. Porque é connosco, e só connosco, que os respeitosos maridos de passado insuspeitável encarnam os espíritos malévolos de outros tempos. Será sempre na nossa companhia que, acham, os ditos consortes vêem o fundo ao caneco de cerveja derramada aos litros, não será com mais quem quer que seja que os rebarbados encapotados vão aos bares de strip e esfumaçam o tempo perdido nas fraldas e nos arrotos da filharada que entretanto foi reivindicada após ano e meio de casamento. Depois há aqueles que se agarraram de tal forma ao matrimónio com o capital que mais não o querem largar, provavelmente com medo de ascender ao estatudo de profundodesempregado.
Vejamos; é tudo areia do mesmo saco, os profundosdesempregados entre assalariados e os solteiros no meio de profundoscasados. São sempre uma carta a mais no baralho... ou no trabalho!
Subscrever:
Mensagens (Atom)