sexta-feira, 1 de junho de 2007

Amei

Há coisas que não fogem da memória, que o tempo não apaga. Esta é uma das recordações para a posteridade, que remonta à altura em que saí da empresa onde trabalhava. Fui exonerado. Freelance exonerado desempregado, vulgo jornalista. Dizia eu que a dita relembradura persistia no pensamento, principalmente quando ouvia a governação dizer que, agora, é tudo mais simples, Simplex. Ora bem, já lá vão quatro anos, é certo, e muita coisa terá entretanto mudado, mas é surreal o facto de eu, como cidadão contribuinte, para não perder o direito a apoios, ter de conjugar calendários entre processos a correr em repartições e serviços. A explicação é simples (ou simplex); é que caso a escritura pública da sociedade unipessoal que eu estava a criar fosse anterior à aprovação da atribuição da totalidade do subsídio de desemprego, perderia automaticamente o direito a essa regalia. Porquê? PORQUE JÁ TINHA CRIADO UM POSTO DE TRABALHO E, LOGO, ESTAVA EMPREGADO E SEM NECESSIDADE DE RECORRER AO RAIO DO SUBSÍDIO...
Amei.

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